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  FAQs


  • Descongelei o produto. Posso voltar a congelar?


  • Um produto depois de descongelado, deve ser cozinhado de imediato e só depois se pode voltar a congelar.


  • Passou a validade do produto. Posso consumir?


  • Sim, desde que nunca tenha sido descongelado. No entanto, pode notar a perda da qualidade do produto.


  • O meu congelador descongelou. Posso consumir o produto?


  • Depende do tempo decorrido após a descongelação... A nossa sugestão é cozinhar e consumir. Pode sempre congelar após confeccionado.


  • Onde posso comprar produtos da Pescanova?


  • Os produtos da PESCANOVA estão disponíveis em todo o País, nas grandes superfícies comerciais, em mercearias e em peixarias.


  • Posso cozinhar peixe (medalhões, postas, tranches), sem que este tenha sido previamente descongelado?


  • Sim pode. Não é necessário descongelar o peixe se for para cozer, estufar ou prepará-lo no forno.


  • O que é o Peso Líquido Escurrido?


  • O peso Líquido Escurrido é a quantidade de produto congelado antes de se juntar a água de vidragem.


  • O que é o Peso Líquido?


  • O peso Líquido é a quantidade de produto dentro da embalagem.


  • O que é a água de Vidragem?


  • A água de vidragem é a água que se adiciona a um produto congelado, mediante imersão ou pulverização e que tem como objectivo evitar a desidratação do produto.


  • O que significa IQF?


  • IQF quer dizer Individually Quick Frozen, ou seja, em português congelação ultra-rápida individual, que reduz o tempo de congelação de três horas para 20 minutos.

    O método de congelação IQF, utilizado pela Pescanova, mantém todas as características ideais do pescado, conservando o sabor do peixe, coloração e propriedades nutritivas, ao mesmo tempo que garante uma melhor textura.


  • O que é embalagem a vácuo?


  • As Embalagens a vácuo permitem uma melhor preservação dos alimentos, já que o ar e as bactérias são retirados.

    Este tipo de embalagens permite a concentração dos sucos do peixe, tornando-o mais suclento.Este tipo de embalagem é muito prática e simples de utilizar na cozinha. Até é possível cozinhar o peixe no microondas.


  • O que significa Aquicultura?


  • Aquicultura (do latín aqua: auga; e -cultura: cultivo) é o cultivo de espécies de vegetais e animais em água, como o peixe, os crustáceos e as algas entre outros, destinados ao consumo humano ou animal. É um ciclo fechado e controlado, que vai desde a reprodução até a comercialização do produto. Actualmente esta actividade é totalmente industrializada, respondendo à procura a nível global deste tipo de alimentos.


  • O que significa Pesca Industrial?


  • Designa-se por Pesca Industrial a captura de peixe e marisco feita por barcos de grande dimensão e que dispõem de redes ou outras artes de pesca (palangre,  nassa, anzol, etc…).

    Este tipo de pesca é geralmente feito em zonas longínquas, necessitando para isso os barcos de ter equipamento necessário para a conservação e ultracongelação do produto capturado. Este tipo de pesca depende do que a natureza tem para nos dar nos diferentes períodos do ano.


  • O que é um peixe plano?


  • O linguado, a solha o pregado, entre outros, são conhecidos como peixes-planos ou peixes-chatos. Estes peixes pertencem à ordem dos pleuronectiformes e possuem um corpo achatado e assimétrico, tratando-se do único grupo de peixes que não apresenta a simetria bilateral nem escamas.

    Os peixes planos quando nascem, têm o nome de larvas, não se parecendo minimamente com os seus progenitores, já que têm uma forma simétrica bilateral, como os restantes peixes. É durante a idade juvenil, apenas 8 dias depois da eclosão do ovo, que ocorre a migração do olho direito e o desvio da boca para o lado esquerdo do corpo, que sofre uma compressão lateral acentuada, até ficar plano.

    Outra característica dos peixes-chatos é a capacidade de mimetismo, ou seja, de se confundirem com o meio ambiente, conseguindo assim uma camuflagem perfeita, ao manterem-se semi-enterrados na areia com a face ventral no fundo e deixando apenas visíveis os olhos.

    Estes peixes nadam na horizontal, por ondulações do corpo para cima e para baixo.


  • O que são Cefalópodes?


  • Os Cefalópodes (Cephalopoda, que significa "pés-na-cabeça") são a classe de moluscos marinhos a que pertencem os Polvos, as Lulas, as Potas e os Chocos.

    Os cefalópodes apresentam um corpo com simetria bilateral, uma cabeça e olhos bem desenvolvidos e uma boca armada de um bico quitinoso, rodeada por uma coroa de tentáculos. É na boca que existe a um órgão laminar chamado rádula, que reveste uma formação muscular lingual e que se destina especialmente à função de mastigação.

    São animais extremamente rápidos, tendo desenvolvido um sistema de propulsão na forma de funil (jacto-propulsão), que é uma modificação do pé dos restantes moluscos. A pele contém células pigmentadas, chamadas cromatóforos, que mudam de cor para efeitos de comunicação e de camuflagem, em resultado de acções nervosas directas.

    A concha está ausente nos polvos, é interna nos chocos, nas potas e lulas e é externa no nautilus e no argonauta. Muitos cefalópodes possuem uma bolsa de tinta, onde se forma um líquido escuro, designado por “ferrado”, que, ao ser lançado, constitui uma nuvem à sua volta e lhes serve de protecção contra os predadores.

    Conhecem-se cerca de 800 espécies actuais de cefalópodes e duas importantes sub-classes de cefalópodes fósseis, onde se incluem os amonóides, extintos no fim do período Cretáceo, há cerca de 65,5 milhões de anos.

    Choco (Sepia andreana)

    Polvo (Octupus vulgaris)

    Pota (Illex illecebrosus)

    Lula (Loligo vulgaris)


  • É verdade que o pescado, em particular o marisco, apresenta elevados teores de colesterol?


  • Na maioria dos peixes os teores de colesterol são relativamente baixos enquanto que em alguns cefalópodes e crustáceos podem ser mais elevados. No passado, os moluscos bivalves foram excluídos das dietas com baixo teor em colesterol pois considerava-se que o colesterol era muito elevado.

    Actualmente, a utilização de novas metodologias analíticas na quantificação do colesterol permitiu concluir que os valores tinham sido sobrestimados e que o nível de colesterol em várias espécies de moluscos era inferior ao publicado. Assim, em ostras, vieiras, berbigões e outros bivalves foram identificadas concentrações elevadas de fitoesteróis, cuja estrutura química se assemelha à do colesterol, mas apresentam efeitos benéficos para a saúde ao inibirem a absorção do colesterol.

    As espécies mais consumidas em Portugal apresentam teores baixos de colesterol e aquelas que têm níveis mais elevados possuem também outros constituintes que contrariam a absorção deste composto.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Qual dos dois é mais nutritivo, o peixe selvagem ou o de aquacultura?


  • O teor proteico é muito semelhante, mas a concentração de lípidos depende da composição da ração, apresentando o peixe de aquacultura, em geral, maior teor de gordura. Em termos de micronutrientes, o peixe selvagem é mais rico em iodo, magnésio e sódio que desempenham várias funções vitais no organismo humano.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • No que respeita aos ácidos gordos ómega 3 qual a diferença entre o pescado de águas frias e tropicais?


  • A quantidade de ácidos gordos ómega 3 é determinada fundamentalmente pelo tipo e abundância de alimento. Assim, em regra, os peixes de águas frias e temperadas são mais ricos em ácidos gordos ómega 3 de cadeia longa do que os de águas tropicais.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Qual o mais saudável, o peixe de aquacultura ou o selvagem?


  • Nos peixes selvagens a concentração de gordura e de ácidos gordos do tipo ómega 3 varia de acordo com a idade, tamanho, zona geográfica e época do ano enquanto que nos de aquacultura a composição é determinada pelas rações o que permite uma maior uniformidade. Numa produção aquícola responsável todos os factores de produção são devidamente controlados de modo a evitar contaminações do pescado, mas nas espécies selvagens este controlo não é possível. Todavia, na larga maioria das espécies selvagens consumidas em Portugal os níveis de contaminantes são baixos.

    Assim, quer o peixe selvagem quer o de aquacultura são aconselhados pois a diversidade é fundamental numa dieta equilibrada.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Que quantidade de pescado é necessário ingerir para satisfazer as recomendações dietéticas diárias em ómega 3?


  • Não existe um consenso quanto ao nível diário de ómega 3 recomendado. Todavia, para efeitos profiláticos são frequentemente indicados 500 mg de EPA+DHA por dia. Deste modo, as quantidade a ingerir vão depender dos teores de ácidos gordos ómega 3 na parte edível de cada espécie. Assim, por exemplo a ingestão de 15 g de sardinha ou cavala gordas é suficiente para fornecer esta quantidade. No caso do camarão é necessário consumir pelo menos 250 g.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • É possível conseguir quantidades suficientes de ácidos gordos ómega 3 através da ingestão apenas de produtos de origem vegetal?


  • Algumas oleaginosas, como a soja, e alguns frutos secos como nozes, avelãs e amêndoas contêm pequenas quantidades de ácidos gordos do tipo ómega 3, nomeadamente o ácido alfa-linolénico (ALA), mas não possuem os ácidos gordos desta série de cadeia longa (EPA e DHA). Embora estes ácidos gordos possam ser sintetizados no organismo humano a partir do ALA, as taxas de conversão são muito baixas. Nesta medida, a ingestão de produtos de origem vegetal não garante o fornecimento adequado de EPA+DHA.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • O que é mais benéfico, consumir pescado ou ingerir suplementos/cápsulas de óleos de peixe?


  • O pescado é um alimento muito nutritivo e saudável, pois além do elevado teor em ácidos gordos ómega 3 é constituído por proteínas de elevado valor biológico, apresenta um baixo teor de ácidos gordos saturados e é rico em oligoelementos e vitaminas com excepção da vitamina C. O recurso à suplementação alimentar dos ácidos gordos ómega 3, através de cápsulas de óleo de peixe, não deverá ser a primeira escolha. Nas situações em que o pescado não se encontra disponível, ou porque existem razões médicas (alergia ou intolerância, por exemplo) o recurso a estes suplementos constitui uma alternativa conveniente. No entanto, recomenda-se a supervisão de um profissional de saúde para que a dose seja adequada. Paralelamente, é fundamental que o óleo encapsulado seja de qualidade e esteja isento de contaminantes químicos.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • A composição do óleo de fígado de bacalhau e dos óleos de peixe é igual? Ambos fornecem as mesmas quantidades de ácidos gordos ómega 3?


  • Os óleos de fígado de bacalhau e de peixe são diferentes no que respeita ao teor de ácidos gordos do tipo ómega 3. O óleo de fígado de bacalhau, tal como o nome indica, é extraído do fígado sendo uma fonte rica de vitaminas A e vitamina D. Por seu lado, os óleos de peixe, normalmente produzidos a partir de peixes gordos, como a cavala, sardinha, carapau, arenque e salmão, são particularmente ricos em EPA e DHA. Deste modo, consumos elevados de óleo de fígado de bacalhau, com o objectivo de fornecer as quantidades recomendadas de ácidos gordos ómega 3, podem levar à ingestão excessiva de vitaminas A e D, resultando daí toxicidade vitamínica com consequências negativas para a saúde.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Qual o melhor processo para cozinhar peixe e marisco?


  • Não é necessário sacrificar o prazer da mesa para se ser saudável. Cozer em água ou a vapor, utilizar mesmo o micro-ondas, são boas praticas de culinária. Grelhar, mas sem deixar a chama ou a fonte de calor incidir directamente no peixe, é igualmente um bom processo. Normalmente, são os molhos que se adicionam os principais factores que alteram a qualidade de um regime alimentar rico em pescado. Se tiver que recorrer à fritura, aconselha-se o uso de óleos monoinsaturados, nomeadamente o azeite, uma vez que parte deste é absorvido pelo alimento. Paralelamente, alguns ácidos gordos ómega 3 passam para o óleo de fritura e oxidam-se rapidamente. Assim sendo, não se deverá utilizar o óleo de fritura muitas vezes. O recurso a gorduras sólidas e óleos vegetais hidrogenados deve ser evitado, porque são ricos em ácidos gordos saturados e os hidrogenados podem apresentar também ácidos gordos trans prejudiciais à saúde, sobretudo no caso de consumidores que sofram de qualquer doença cardiometabólica.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Como é que os ácidos gordos do tipo ómega 3 ajudam a prevenir as doenças cardiovasculares?


  • Os estudos realizados nas últimas décadas sugerem que os ácidos gordos ómega 3 presentes nos produtos da pesca protegem o organismo humano em relação às doenças cardiovasculares de várias maneiras:

    • Inibem a formação de coágulos sanguíneos anómalos e de trombos em indivíduos propensos ou com anomalias do foro cardio e cerebrovascular (aterosclerose);
    • Previnem anomalias no ritmo cardíaco (taquicardias, arritmias) e o risco de morte súbita;
    • Reduzem a tensão arterial que é um factor de risco da doença cardiovascular;
    • Diminuem a progressão da formação da placa de aterosclerose que reduz o lúmen (diâmetro interno) das artérias coronárias, impedindo o fluxo normal do sangue e originando a isquémia ou o enfarte do miocárdio (ataque cardíaco).

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • As grávidas podem consumir pescado?


  • O consumo de peixe e marisco constitui um benefício para a grávida e para o feto, na medida em que muitos componentes nutritivos essenciais, como as proteínas e aminoácidos, iodo, selénio e principalmente os ácidos gordos ómega 3 estão presentes no pescado. Estudos recentes têm mostrado que o consumo de pescado durante a gravidez melhora o desenvolvimento do córtex cerebral e as capacidades cognitivas e visuais da criança. Contudo, é indispensável informar as grávidas de que se devem abster de consumir produtos nos quais é elevada a probabilidade de apresentarem contaminantes químicos, nomeadamente dioxinas e metais pesados. O metilmercúrio, por exemplo, é considerado causador não só de anomalias, deficiências cerebrais e problemas cardíacos no feto mas também de abortos.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Devem os hipertensos evitar o consumo de peixe e marisco?


  • Os produtos da pesca normalmente consumidos em Portugal, à excepção dos produtos salgados, apresentam baixos teores em sal. Em regra, os elevados teores de sal que se possam encontrar em alguns pratos à base de pescado, resultam do tempero ou da adição durante a preparação culinária.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Que pescado pode causar alergias?


  • Algumas espécies de peixe, crustáceos e moluscos podem ser causa de alergias, que são reacções do organismo a substâncias nocivas ou estranhas. Em muitas delas, o mecanismo é mediado pelas imunoglobulinas IgE que reagem com o alergeno. No que respeita aos peixes, a histaminose é o problema mais frequente a qual é devida à presença de elevados teores de histamina. As espécies mais frequentemente referidas como causadoras de histaminose são o atum, cavala e sarda. Algumas proteínas do peixe, como as parvalbuminas, e dos crustáceos, nomeadamente a tropomiosina, têm sido também associadas a reacções alérgicas de alguns consumidores. Muitas das reacções alérgicas atribuídas ao marisco são ligeiras e limitadas a simples urticária (erupções cutâneas ou vermelhidão da pele). Alguns métodos de preparação podem eliminar, parcial ou completamente, os alergenos presentes. Assim se explica o facto de algumas pessoas alérgicas tolerarem bem certos tipos de peixe como o atum e o salmão em conserva, mas manifestarem sintomatologia alérgica ao consumo destes peixes cozinhados da forma usual.

    Contudo, não se deve confundir alergia com intoxicação alimentar a qual é devida à presença de bactérias ou de outros agentes patogénicos. Neste caso, os sintomas e os sinais são mais graves, com náuseas, vómitos e fezes mais ou menos líquidas, com ou sem febre, e com repercussões graves ao nível do sistema cárdio-respiratório potencialmente perigosas para a vida humana.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • O que difere o pescado da carne de mamíferos e aves?


  • O peixe e o marisco apresentam, de uma forma geral, menor teor de gordura e valor energético do que a carne dos mamíferos e das aves. Porém, a natureza dos lípidos presentes no pescado torna-o num dos alimentos mais saudáveis. Por outro lado, os produtos da pesca e aquacultura são mais ricos em sais minerais (nomeadamente iodo e selénio). O pescado é também uma boa fonte de proteínas de alta qualidade, pois possuem todos os aminoácidos essenciais, são facilmente digeríveis e adequadas a todas as idades.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Que espécies devem ser preferidas, tendo em conta o estado actual dos recursos?


  • Muitos recursos pesqueiros encontram-se sobrexplorados pelo que têm sido implementadas diversas medidas de gestão das pescarias. Porém, o consumidor pode contribuir igualmente para a racionalização da exploração através de um consumo responsável, dando preferência ao consumo das que não se encontram sobrexploradas. Assim, recomenda-se o consumo dos pequenos pelágicos (sardinha, cavala, sarda), polvo e moluscos bivalves bem como espécies de aquacultura.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • O peixe pequeno é melhor do que o grande?


  • Muitos consumidores dão preferência aos exemplares mais pequenos o que não se justifica nem sob o ponto de vista nutricional nem da exploração dos recursos biológicos. Neste aspecto estão estabelecidos tamanhos mínimos de captura para muitas espécies, devendo evitar-se o consumo de exemplares com tamanhos inferiores aos indicados a seguir:

    Espécie

    Tamanho mínimo (cm) 

    Besugo

    18

    Carapau

    15

    Cavala

    20

    Dourada (aquacultura)

    Não tem

    Faneca

    17

    Linguado

    24

    Linguado (aquacultura)

    Não tem

    Pescada

    27

    Polvo

    750 g

    Robalo (aquacultura)

    Não tem

    Sardinha

    11

    Safio

    58

    Solha

    25

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • Quantas refeições semanais à base de produtos da pesca são aconselhadas?


  • A Organização Mundial de Saúde (OMS), a American Heart Association (AHA) e outras associações mundiais aconselham duas refeições à base de pescado por semana, de preferência, do mais gordo.

    Maria Leonor Nunes, Irineu Batista, Narcisa Maria Bandarra, Maria da Graça Morais, Pedro Orlando Rodrigues in PUBLICAÇÕES AVULSAS DO IPIMAR, nº18 de 2008.


  • O que significa VDR


  • Como complemento às informações fornecidas para 100 gramas e à lista de nutrientes, as embalagens Pescanova contêm informação para uma porção do produto, de acordo com as tabelas de Valores Diários de Referência (VDR) aprovadas pela CIAA.

     

    VDR significa a quantidade diária recomendada de nutrientes que devem ser ingeridos por um adulto médio com uma dieta saudável.

     

    O painel nutricional apresenta o Valor Diário de Referência (VDR), disponibilizando informação essencial sobre o teor calórico/energético e os seguintes nutrientes: gorduras, gorduras saturadas, açúcares, sódio, proteínas, hidratos e fibras.

     

    Os valores nutricionais são declarados por porção de produto, expressos segundo a percentagem do VDR total do nutriente, indicando-se o conteúdo de cada nutriente por porção.

     

    Os VDR indicados nas embalagens dizem respeito a indivíduos adultos, explicando que as necessidades nutricionais de cada pessoa podem ser superiores ou inferiores consoante o sexo, idade, nível de actividade física e outros factores.

     

    Os VDR para adultos, aprovados pela CIAA (Confédération des Industries Agro-ALimentaires de l’EU), são estabelecidos da seguinte forma:

     

    NUTRIENTE

    VDR para mulheres

    VDR para homens

    Energia

    2000 kcal

    2500 kcal

    Proteína

    50 g

    60 g

    Hidratos de carbono

    270 g

    340 g

    Gorduras

    70 g

    80 g

    Gorduras saturadas

    20 g

    30 g

    Fibras

    25 g

    25 g

    Sódio (sal)

    2,4 g (6g)

    2,4 g (6g)

    Açúcares

    90 g

    110 g

     

    Para efeitos de informação nas embalagens, considera-se VDR de um adulto médio o valor estabelecido para as mulheres.

     

    A inclusão do VDR nas embalagens Pescanova integra-se numa estratégia de iniciativas centradas nas opções alimentares, levadas a efeito a nível paneuropeu com o fim de melhorar a informação ao consumido.

    Estas iniciativas têm um objectivo comum bem definido: incentivar o consumidor a fazer uma alimentação mais equilibrada e a adoptar estilos de vida saudáveis, fornecendo-lhe mais e melhores informações sobre os produtos que habitualmente consome.


PESCANOVA Portugal, Lda. Sede: Edifício dos Armadores nº2, Doca Pesca de Pedrouços 1400-038 Lisboa. Tel. (351) 21 302 58 00. Fax (351) 21 302 58 01
Pessoa Colectiva nº 501 862 293. Capital Social € 4.070.000,00. Registo na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o nº 66166.