
O que é a intolerância ao glúten, ou doença celíaca?
A doença celíaca é uma patologia intestinal crónica, relativamente comum, causadora de má absorção devida à alteração da mucosa do intestino delgado proximal (a parte do intestino mais próxima do estômago). Pode manifestar-se pela primeira vez na infância (a situação mais comum), ou na idade adulta.
Caracteriza-se pela intolerância ao glúten, um complexo de proteínas contidas no trigo, centeio, aveia, cevada e seus derivados, bem como nos alimentos que contenham estes cereais. Mais especificamente a gliadina, um dos componentes do glúten, é a substância que se torna tóxica para as pessoas com esta patologia. A introdução de alimentos com glúten no regime alimentar desencadeia a sintomatologia: irritabilidade, falta de apetite, distensão e dor abdominal, defecações frequentes, com mau odor, espumosas e volumosas, por vezes acompanhadas de vómitos. A doença gera muitas vezes deficiência em certos nutrientes, vitaminas e sais minerais.
Os sintomas intestinais e o atraso no crescimento são frequentes nas crianças diagnosticas durante os primeiros anos de vida. A manifestação no indivíduo adulto distingue-se pelo facto de aparecerem sintomas extra-intestinais – por exemplo, anemia ferropénica, depressão, osteoporose, infertilidade, abortos espontâneos, fadiga, etc.
A alteração que torna o organismo sensível ao glúten é uma das mais frequentes patologias de origem genética. Calcula-se que afecte 1 pessoa em cada 300, sendo 7 em cada 10 doentes mulheres.
No entender dos médicos, a doença não se pode prevenir, mas a exclusão rigorosa do glúten do regime alimentar evita a sua manifestação e progressão. Para se diagnosticar a patologia é necessário realizar análises específicas para a doença celíaca, mas ninguém se deve alarmar se uma criança apresentar síndrome de má absorção, por se tratar de uma ocorrência muito frequente. Deverá sempre proceder-se a uma biopsia, para confirmação histológica do quadro clínico.
Actualmente o único tratamento eficaz consiste numa dieta sem glúten para toda a vida. Esta deve ser rigorosa, saudável, e equilibrada, sendo que os alimentos que contêm glúten não devem ser eliminados mas sim substituídos por outros cujas matérias-primas não o contêm. De igual maneira, os médicos previnem ser fundamental que as pessoas leiam atentamente o folheto do medicamento para confirmarem a presença de glúten na composição do seu excipiente e, sempre que precisem de medicação, lembrarem-se desse facto e avisarem o médico e o farmacêutico. Em casos graves, o médico pode prescrever ao doente suplementos vitamínicos lipossolúveis, ou outros princípios imediatos. Trata-se, não obstante, de uma patologia que permite levar uma vida completamente normal.
A resposta Dietética
O tratamento desta doença é exclusivamente dietético e consiste em eliminar os cereais com glúten, bem como os seus derivados. É preciso eliminar quantidades muito pequenas de glúten presentes nos alimentos. A utilização generalizada dos emulsionantes, espessantes e outros aditivos derivados de cereais que contêm glúten na elaboração de alimentos processados para fins comerciais pode complicar o cumprimento rigoroso do regime alimentar livre de glúten.
Ao eliminar o glúten do seu regime alimentar, a pessoa atinge um bom estrado de nutrição num período de poucas semanas ou meses e a sintomatologia desaparece.
No início da doença pode manifestar-se intolerância transitória à lactose e, por vezes, intolerância temporária à gordura animal. Nestas etapas iniciais deve controlar-se a ingestão de lactose e de gordura animal. Uma vez controlados os sintomas, é necessário acrescentar o leite e os produtos lácteos ao regime alimentar de forma gradual, podendo aumentar-se o nível de gordura animal valorizando-se a tolerância individual. Por outro lado, será preciso conhecer correctamente os rótulos dos alimentos que possam conter glúten entre as suas componentes.
A resposta PESCANOVA
A Pescanova tem inovado no sentido de levar o melhor dos produtos do mar aos consumidores.
É por essa razão que, ciente da existência de públicos com intolerâncias alimentares, a Pescanova desenvolve novas formulações capazes de alargar o consumo dos seus produtos a um maior número de públicos.
Dentro da gama dos PREPARADOS DE PEIXE, integrada por peixe revestido com polmes/panados feitos na sua maioria com farinhas de trigo, as nossas fábricas têm desenvolvido fórmulas de produtos que, ao melhorarem as características organolépticas dos produtos tradicionais com teor em glúten, permitem alargar o seu consumo ao público dos doentes celíacos. Este trabalho comportou igualmente a adequação dos processos de elaboração, de maneira a assegurar que no produto não haja sequer vestígios de glúten.
Esta última garantia é particularmente decisiva nas unidades de produção que baseiam a sua actividade no fabrico de produtos revestidos com panados ou polmes, habitualmente integrando trigo. A unidade produtora FRINOVA, empresa do grupo dedicada à elaboração destes produtos, obteve recentemente a sua certificação como fabricante de produtos sem glúten, cumprindo os requisitos fixados nos regulamentos geral e técnico da marca de garantia “Controlo FACE", o que permite à nossa marca incluir nas embalagens dos produtos sem glúten fabricados pela Frinova o SELO DE GARANTIA FACE.
Em Portugal, a Pescanova tem igualmente cooperado com a Associação Portuguesa de Celíacos (APC) no sentido de obter a autorização da mesma para a colocação do logótipo APC nas embalagens e, divulgar desta forma a gama de produtos Sem Glúten que actualmente já disponibilizamos no mercado.
Para mais informação sobre a intolerância ao glúten, consulte a Associação Portuguesa de Celíacos:
www.celiacos.org.pt
Rua Arnaldo Assis Pacheco, Lote 2 – Loja B, 1750-396 Lisboa
Tel./Fax. 21 753 01 93
Telemóvel. 91 921 34 96 / 91 813 95 11
E-mail. apc@celiacos.org ou dietista@celiacos.org.pt
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